sexta-feira, 20 de março de 2020

sexta-feira, 13 de março de 2020

Histórias Fantásticas do Guardião resenha



           Histórias Fantásticas do Guardião é uma coletânea de contos escritos por diversos autores e organizada por Paulo Ballado e lançada pela editora Guardião em 2018. O livro possui ilustrações feitas por Fabio Nunes e sua temática é a era medieval fantástica. São onze contos no total, por isso, analisarei eles resumidamente:



Virion – Escrito por Paulo Ballado, a história foca em um mago novato que junto ao guardião Virion e outros aventureiros vai atrás de um Ídolo precioso, passando por vários desafios. Parece o resumo de uma missão jogo de RPG. A história é bem curta. Acho que o autor poderia ter acrescentado mais detalhes.

A Palavra e as Palavras de Elisa de Flândria – Escrito por Ana Lúcia Merege, o conto se trata de uma mulher chamada Elisa, que trabalha em uma livraria, e deve vender os livros que fez por um bom preço para salvá-la da falência. O final me lembrou um pouco do primeiro conto. Acredito que a história poderia ser continuada, mesmo que ela seja fechada.

O Dragão de Pelinore – Escrito por Alexandre D’Assumpção, o cavaleiro Percival se prepara para ir em busca do Santo Graal. Mas antes, tem de ficar para seu último banquete e ouvir histórias zombeteiras sobre o seu pai, Pelinore. Um conto bem curto e não tenho muito o que comentar. Talvez quem tenha um conhecimento prévio das lendas arturianas goste. Como não tenho, achei apenas ok.

O Fardo – Escrito por Jorge Valpaços, um homem teve a audácia de cochilar na hora de seu trabalho. Então, sua cruel senhora lhe dá uma escolha: receberá chibatadas ou cometerá algo que em sua região seria um crime. O final parece um começo de uma história RPG.

Hop-Frog – Escrito pelo famoso escritor americano, Edgar Allan Poe, Hop-Frog é um anão manco que foi dado a um rei para ser seu bobo da corte. O rei e seus sete ministros, que nunca o levam a sério, o humilham e o obrigam a beber vinho, apesar deste não se sentir bem ao fazê-lo. Será que ele vai aguentar isso até o fim de seus dias? Um bom conto. Só acho engraçado que este é a segunda história que leio deste autor que envolve orangotangos.

O Errante de Mil Contos – Escrito por Hefmon Hank. O narrador relata dois pontos de vista de uma praga ocorrida em sua cidade. Cada um relata do seu jeito. Um conto ok.

A História do Fazendeiro - Escrito por Victor Aurius, um fazendeiro conta como foi o seu encontro com um dragão. Conto curto. Acho que podia ter mais detalhes no meio.

Fúria da Noite – Também escrito por Victor Auris, um homem nascido em uma vila bárbara em que todos são guerreiros fortes conta como passou a ser chamado de Fúria da Noite. Por um momento, acreditei que o conto seria uma paródia do filme Como treinar o seu dragão por causa do título e ainda mais por envolver uma tribo guerreira. Mas me enganei. O conto é uma subversão do herói que consegue a aprovação de seu povo após um ato heroico.

A Procura – Escrito por Doc Mariz, Lucy é uma moça feia cuja mãe foi ama de leite de um príncipe de aparência bela. Ela fez amizade com Mary, uma menina com hábitos estranhos. Após Mary ser acusada de bruxaria e ser queimada viva, Lucy decide fazer algo. Conto interessante com um final que chama a atenção.

Boa Sorte, Henry – Escrito por Mirna Micheli Nesi, Henry foi condenado à guilhotina por falar que o povo está sem dinheiro e tudo está desmoronando. E ele está certo. Curto, mas engraçado.

A Punição do Cavaleiro – Também escrito por Mirna Micheli Nesi, o cavaleiro terá que sofrer uma punição após bater em retirada e abandonar o resto do grupo. Este conto também faz referência ao RPG, só que de maneira diferente dos outro que analisei anteriormente.



            Algo bem criativo neste livro é o seu sumário que tem um formato de mapa dos livros dessa temática. Além disso, a introdução é feita por um personagem chamado de o Guardião, que aparece no conto Virion, e apresenta este livro como sua coletânea. Acho bastante interessante quando transformam um personagem fictício no autor de um livro existente. Dá a impressão de que ele está aqui entre nós.

            Dos autores compostos nesse livro, apenas Allan Poe, que é mais conhecido por seus contos de suspense e cujas obras são consideradas clássicas, é o único autor de origem estrangeira. É bom ver mais uma coletânea que apresente escritores brasileiros, principalmente deste tema, que aqui no Brasil é tão pouco escrito.

            De todas as histórias, minhas favoritas foram Hop-Frog; A Procura e Boa Sorte, Henry. As outras foram ok ou genéricas. Mas isso acontece em um livro com vários contos. Uns chamam mais atenção que outros. Alguns dão em uma sala cheia de tesouros e outros dão em um salão com um enorme dragão. Como em um RPG, tudo depende da sua escolha.






sexta-feira, 6 de março de 2020

O preço


                            Roteiro: Mariana Torres
                            Arte: Maya Flor


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Novas pernas versão alternativa


                                    Roteiro: Mariana Torres
                                    Arte: Maya Flor

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Antes de Poliana...



        Clássico da literatura infanto-juvenil canadense, Anne de Cabelos Ruivos (Anne of Green Gables no original) foi escrito por L. M. Montgomery em 1908. Ele contém várias sequências, que vão acompanhando o crescimento da protagonista, Anne Shirley, enquanto ela lida com problemas típicos de uma menina daquele tempo. Este primeiro livro, ela começa como uma criança de onze anos e termina como uma moça de dezesseis. Vamos para o resumo da história:

            Por estarem ficando velhos demais para cuidar da fazenda Green Gables, os irmãos Mathew e Marilla Cuthbert decidem adotar um menino para ajudá-los. Mas o que farão quando o orfanato ao invés de lhes enviar um menino lhes mandou uma menina com uma imaginação tão fértil quanto o tamanho da fazenda?

            A primeira coisa que me veio a cabeça quando Anne apareceu no segundo capítulo foi a semelhança dela com a personagem Poliana, que é protagonista cujo romance tem o mesmo nome, e foi escrito pela americana Eleanor Potter cinco anos depois do lançamento de Anne de Cabelos Ruivos. Li este livro na infância, mas me lembro do básico: Poliana perdeu os pais e foi adotada por sua tia Polly, que é uma pessoa rigorosa e amarga. Mas aos poucos, ela vai conquistando sua tia com sua personalidade alegre e positiva, mudando a vida de sua tia para melhor. Essa relação é muito similar a de Anne e Marilla nesse livro. Mas diferente de Poliana, Anne tem seus momentos de tristeza, além de ela também ser muito dramática quando acontece algo de errado devido ao seu jeito atrapalhado e não se força a ser feliz o tempo todo como a Poliana com o seu “jogo do contente”. Ela também é ambiciosa, vaidosa, faladeira e sua imaginação fértil pode atrapalhá-la em certos momentos. Acredito que isso a deixa uma personagem mais identificável, pois ela não está ali apenas para dar vida ao lar dos Cuthbert. Anne também aprende a ser uma pessoa melhor conforme cresce.

            Com relação aos outros personagens, Marilla é bem desenvolvida por ser praticamente a segunda protagonista do romance. Seu tratamento com relação a Anne evoluí, passando de uma mulher rigorosa para uma pessoa mais amável, mas ainda mantendo sua personalidade séria. Mathew em contrapartida com sua irmã, é mais doce e tímido, principalmente com as mulheres. Enquanto Marilla educa Anne, Matthew mima ela, comprando coisas que a garota deseja e sendo mais amoroso, como se fosse seu pai. Há muitos outros personagens que são apresentados, como a senhora Lynde, uma vizinha fofoqueira que sempre tem conselhos para resolver os problemas de todos e Gilbert Blythe, o rival de Anne na escola. Mas o que achei um desperdício de personagem foi Diana, a melhor amiga de Anne. Ela não tem nada de marcante apesar de sua amizade com Anne ser algo bem focado, chegando perto de ser algo romântico pelas falas das personagens. Ela é bem genérica, até mesmo outras personagens com menos foco são mais interessantes que ela.

            A maioria dos capítulos é “episódica” (começa um conflito que é resolvido no mesmo capítulo). Como por exemplo, Marilla perde o broche e o encontra; uma menininha fica doente e Anne a cura. Conflito e resolução no mesmo capítulo. Há, porém situações que duram mais de um capítulo, como o término e o recomeço da amizade de Anne e Diana, cuja duração é de três capítulos.

            Pelo livro se passar entre 1870 e 1880, há diferenças nos costumes e do que era aceitável na época e que hoje seria considerado algo errado. Mathew e Marilla tinham a intenção de adotar um menino apenas para ajudar nas tarefas da fazenda e chegaram a considerar uma criança do esquema “Home Children”, que eram menores de idade vindos do Reino Unido e migravam para outros países de língua inglesa com o propósito de trabalharem como escravos. Também há preconceito contra os franco-canadenses e um professor dando em cima de uma aluna das coisas mais erradas. Focando apenas em coisas de época que são apenas estranhas, aparentemente, crianças de nove a dezesseis tinham aulas juntas na mesma sala, só que com algumas diferenças no nível de matéria e adolescentes que eram bons estudantes podiam se tornar professores se fizessem um ou dois anos de um curso e passarem nas provas. Bem provável que não se possa fazer mais isso no Canadá.

            No geral, foi uma boa leitura. Alguns dos capítulos não eram tão interessantes quanto outros, mas é assim que a vida é. Anne de Cabelos Ruivos captou bem o cotidiano de uma menininha do século XIX que mora no campo e como ela vai amadurecendo conforme se passam os anos. Este romance me deixou curiosa para ver sua adaptação, Anne with E, uma série que possuí três temporadas. Querem relaxar? Em Avonlea, há uma pequena fazenda chamada Green Gables. Ela é pequena, mas seu entorno há jardins cheios de flores, um riacho e uma floresta que são muito bons para sua imaginação, como diria Anne. Gostariam de conhecer?




sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Cuca Fresca


                             Roteiro: Mariana Torres
                            Arte: Maya Flor


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

A nova amiga


                                         Roteiro: Mariana Torres
                                        Arte: Maya Flor