sexta-feira, 17 de julho de 2026

Biblioteca no Prédio

 


            Existem vários tipos de biblioteca: bibliotecas comunitárias, que focam numa comunidade local; bibliotecas escolares, que focam nos alunos e professores de uma escola; bibliotecas universitárias, que focam no corpo discente e docente de uma universidade; bibliotecas especializadas, cujo acervo tem uma temática específica, como por exemplo a biblioteca do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas), que é voltada para a física; e a biblioteca pessoal, que você como leitor personaliza com base nos seus gostos. Mas vocês já ouviram falar em uma biblioteca de prédio?

            O prédio dos meus pais decidiu fazer uma e todos os moradores podem deixar livros que não desejam mais para que outros possam pegar e devolver após a conclusão da leitura. Achei essa ideia interessante, porém, tenho algumas ressalvas. Por mais que essa biblioteca seja um bom incentivo para a leitura, seu acervo é composto em sua maioria por livros de autoajuda, que quase ninguém lê. Os livros que mais vi sendo pegos foram os infantis, sendo que alguns deles não foram devolvidos até hoje. Por essa razão, a pessoa que deixou o livro lá tem que estar desapegada dele, pois há chance de ele não ser devolvido. Um bibliotecário faz falta nessas horas... O último ponto negativo foi o local de escolha para a biblioteca. Por mais que ela esteja localizada na parte coberta do playground, chuva com ventania ainda podem deixar os livros molhados e úmidos. Por isso, recomendaria deixá-la num ambiente mais fechado do prédio.

            Se derem um jeito nos pontos negativos, acredito que essa iniciativa pode dar certo e ajude a trazer mais pessoas para o mundo da leitura. Compartilhe essa ideia com seus vizinhos e síndico. Quanto mais leitores formarmos, mais chance temos de desenvolver pessoas inteligentes, pois uma boa leitura ajuda a exercitar o seu cérebro, desenvolvendo sua imaginação e te fazendo refletir.

            





sexta-feira, 3 de julho de 2026

Curupira e o equilíbrio da natureza


            Já leram algum livro na infância que vocês se lembram da história, mas não se lembram do título? Aconteceu comigo e, depois de muitos anos, finalmente o encontrei. Curupira e o equilíbrio da natureza foi escrito em 1993 pelo biólogo Samuel Murgel Branco, que também escreveu outras duas obras envolvendo figuras folclóricas e o meio ambiente, como O Saci e a reciclagem do lixo e Iara e a poluição das águas. Conheci este livro através da escola pelo programa do PLIC, que era um grupo de livros selecionados pala coordenação da escola. Cada criança levava um deles para ler em casa e depois fazia uma atividade como pintar a carinha feliz, normal ou zangada para indicar se gostou ou não da obra e desenhar sua parte favorita da história. Como vocês podem ver, eu fazia resenha de livros desde aquela época. Mas será que este livro continua bom agora que reli depois de adulta? Vamos descobrir.

            O Curupira não gosta quando os homens matam um animal sem necessidade. Mas ele já foi bem mais rigoroso no passado, acreditando que nenhum animal deveria se alimentar do outro e que todos deveriam comer plantas, pois elas eram capazes de crescer de novo. Por isso, decretou uma lei que proibia o consumo de carne na floresta. Qual será que foi o resultado?

            O tema do livro é a cadeia alimentar e o quanto ela é importante para que o ecossistema continue funcionando. Tudo isso é ensinado através da perspectiva do Curupira, figura do nosso imaginário popular que chama a atenção da criança, junto com os animais falantes. Apesar da história ser curta, seu texto é grande, por isso recomendo sua leitura para crianças a partir dos oito anos.

            Além da temática, sua ilustração também havia ficado em minha memória. Por isso, comprei a edição ilustrada por Lélis, que foi a versão que li quando era pequena. Coincidentemente, ele também ilustrou Aventuras do Barão de Münchhausen*, obra que já fiz resenha neste blog.

            É um bom livro. Gostei de ter relido. Recomendo sua leitura. Se deseja conhecê-lo, vá até a mata. Só não tente atacar um animal sem necessidade. Você não vai querer ver o Curupira zangado.

 

 

 

 

*Resenha do livro Aventuras do Barão de Münchhausen: Ponte para o Imaginário: Looney Tunes da Literatura