Já leram algum livro na
infância que vocês se lembram da história, mas não se lembram do título?
Aconteceu comigo e, depois de muitos anos, finalmente o encontrei. Curupira
e o equilíbrio da natureza foi escrito em 1993 pelo biólogo Samuel Murgel
Branco, que também escreveu outras duas obras envolvendo figuras folclóricas e
o meio ambiente, como O Saci e a reciclagem do lixo e Iara e a
poluição das águas. Conheci este livro através da escola pelo programa do
PLIC, que era um grupo de livros selecionados pala coordenação da escola. Cada
criança levava um deles para ler em casa e depois fazia uma atividade como
pintar a carinha feliz, normal ou zangada para indicar se gostou ou não da obra
e desenhar sua parte favorita da história. Como vocês podem ver, eu fazia
resenha de livros desde aquela época. Mas será que este livro continua bom
agora que reli depois de adulta? Vamos descobrir.
O Curupira não gosta quando os homens matam um animal sem
necessidade. Mas ele já foi bem mais rigoroso no passado, acreditando que
nenhum animal deveria se alimentar do outro e que todos deveriam comer plantas,
pois elas eram capazes de crescer de novo. Por isso, decretou uma lei que
proibia o consumo de carne na floresta. Qual será que foi o resultado?
O tema do livro é a cadeia alimentar e o quanto ela é
importante para que o ecossistema continue funcionando. Tudo isso é ensinado
através da perspectiva do Curupira, figura do nosso imaginário popular que
chama a atenção da criança, junto com os animais falantes. Apesar da história
ser curta, seu texto é grande, por isso recomendo sua leitura para crianças a
partir dos oito anos.
Além da temática, sua ilustração também havia ficado em
minha memória. Por isso, comprei a edição ilustrada por Lélis, que foi a versão
que li quando era pequena. Coincidentemente, ele também ilustrou Aventuras
do Barão de Münchhausen*, obra que já fiz resenha neste blog.
É um bom livro. Gostei de ter relido. Recomendo sua
leitura. Se deseja conhecê-lo, vá até a mata. Só não tente atacar um animal sem
necessidade. Você não vai querer ver o Curupira zangado.
*Resenha do livro
Aventuras do Barão de Münchhausen: Ponte
para o Imaginário: Looney Tunes da Literatura

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