sexta-feira, 26 de março de 2021

As aventuras de Saci parte 1

 

                            

                                                        Roteiro: Mariana Torres

                                                        Desenho: Maya Flor

quarta-feira, 17 de março de 2021

O camaleão leão

 


                                                        Era uma vez um camaleão

                                                        Que queria muito ser um leão...


        Oi gente! Eu e minha irmã Maya Flor lançamos mais um livro infantil. Quem tiver interessado, comente aqui ou entre em contato com o email editoraponteparaoimaginario@gmail.com

        

sexta-feira, 12 de março de 2021

Viagem por terras desconhecidas


 

            Sigamos com o quinto livro (ou terceiro se for pela ordem de lançamento) das Crônicas de Nárnia. A Viagem do Peregrino da Alvorada foi lançado em 1952 e teve uma adaptação de cinema feita pela Fox em 2010, o que é algo engraçado de se pensar pois os outros dois filmes foram feitos pela Disney e este retornou a ser da Disney depois que esta comprou a Fox.

            Lúcia e Edmundo foram obrigados a passar um tempo na casa dos tios, cujo filho deles, Eustáquio, vive implicando com eles. Tudo que têm de consolação é o quadro de um navio muito parecido com aqueles que tinham em Nárnia. O que acontece quando o quadro parece ganhar vida e os transporta para o mar junto com o primo chato?

            Antes de mais nada, tenho que dizer que a pergunta que fiz sobre como o tempo funciona em Nárnia foi finalmente respondida. E a resposta é bem simples: Não se sabe. Você pode passar um ano aqui e se passarem três anos em Nárnia como pode passar um ano aqui e mil em Nárnia. Não tem uma explicação lógica para isso. Sei que é um mundo fantasia, mas até mesmo esses universos têm uma explicação que faz sentido em seus mundos. Não sei o que devo pensar sobre isso.

            Quanto aos personagens, o que mais me chamou a atenção foi Eustáquio. Ele é cínico e tenta agir como adulto, aplicando lógica do nosso mundo em Nárnia e os outros acabam vendo-o como um chato. Mas isso dava uma balanceada em meio aos personagens sonhadores e idealistas. Eustáquio obviamente passa por uma mudança de atitude ao viver aventuras em Nárnia e passa a agir mais como criança. Apesar disso, sinto falta de como ele era antes, pois toda vez que ele bancava o babaca, o mundo o castigava, normalmente de um jeito engraçado. Até o narrador zombava dele, dizendo que ele deveria ter se focado em ler algo sobre dragões ao invés dos livros instrutivos bobos que lia. Ripchip, o rato sem medo do livro passado retorna e apesar de ser útil, teve uma situação que sua falta de medo não me pareceu coragem, e sim burrice e os outro personagens fizeram bem em discordar dele. É bom saber distinguir entre coragem, que é enfrentar o que teme, da falta de medo. Por isso, diria que Ripchip não é corajoso e sim um ser que nada teme. Lúcia também teve de aprender lições além de descobrirmos alguns de seus sentimentos bem guardados, como a inveja que sente de Suzana, por ser considerada a mais bonita. Edmundo quase não teve foco e grande parte de suas ações poderiam ser dadas a outros personagens que daria na mesma.

            Como era de se esperar, o mundo de Nárnia continua cheio de imaginação em suas aventuras pelas diversas ilhas. Porém, encontrei poucas referências desta vez. Em um caso há um lago em que tudo que cai dentro de sua água vira ouro como na história do toque de ouro do rei Midas e a história da Bela Adormecida é mencionada rapidamente em uma situação. Algo que creio ser uma coincidência é em relação aos Tontos, anões que possuem uma perna só e cujo pé é gigante em comparação ao resto do corpo. Isto me lembrou um pouco o Saci Pererê, mas creio que foi apenas uma coincidência. Acho difícil um irlandês se inspirar em uma lenda brasileira em seu livro cuja maior parte dos seres são inspirados em lendas europeias.

            Este livro me entreteve. Navegarei para o próximo. Gostariam de vir comigo?

 

sexta-feira, 5 de março de 2021

Antes do baú...


                                                         Roteiro: Mariana Torres

                                                         Desenho: Maya Flor

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Jogos que aumentam sua criatividade

 

        Alguém gosta de jogos? Aqui separei uma lista contendo alguns que influenciam a sua criatividade.




          Já havia falado desse jogo aqui no Blog. Rory’s Story Cubes possui dados com diferentes imagens usadas por você e seus amigos para contar uma história, que pode ficar bem maluca dependo da imagem que tirar. Há vários temas de Rory’s Story Cubes, como Viagem, Mistério, Ação e outros que são vendidos separadamente. Para ver um exemplo de como o jogo funciona, acesse esta página do Blog: Ponte para o Imaginário: Story Cubes (ponteparaoimaginario.blogspot.com)


                                                                Imagem tirada da internet

        Em Sim, Mestre das Trevas você e seus amigos são capangas que terão de convencer seu mestre a não o castigar por sua incompetência, contando o motivo de ter falhado na missão através das cartas. Um jogo bem divertido e dinâmico e aconselhável para aqueles que gostam de ferrar o amiguinho.


Imagem tirada da internet

        Em Dixit, uma pessoa fala uma palavra ou frase e você terá que escolher uma carta que represente bem seu significado. Mas não tanto, pois se ficar óbvio demais e todo mundo votar na sua carta, você não ganha ponto. Este jogo tem outras regras que o fazem parecer mais complicado, mas com o tempo você se acostuma.

Imagem tirada da internet

        Concept te oferece cartas, com palavras e frases, classificadas como fácil, médio e difícil. O jogador escolherá uma delas e usará o tabuleiro de imagens para descrevê-la enquanto os outros tentam adivinhar. 


Imagem tirada da internet

        Mysterium é um jogo em que você e seus amigos têm que descobrir quem, onde e com o que o fantasma foi morto. A cartada final está em quem joga como fantasma e terá que mostrar cartas com imagens que dão pistas de seu assassinato.


        Espero que tenham gostado da lista. Se conhecerem algum jogo, digam nos comentários.


 



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Um ano aqui, mil lá

 


            Voltamos com o quarto livro das Crônicas de Nárnia. Ou segundo, se for seguir pelo ano de lançamento. Príncipe Caspian foi lançado 1951. Este volume teve uma adaptação de mesmo nome no cinema em 2008, feita pela Disney.

            Um ano após saírem do guarda-roupa, os irmãos Pedro, Susana, Edmundo e Lúcia estão na estação de trem, para irem à escola. Mas algo os puxa e do nada são levados a uma ilha. Será um chamado de Nárnia?

            Este livro abre com uma temática interessante. Quando os reis de Nárnia voltam para o nosso mundo, Nárnia fica sem governantes e é invadida pelos telmarianos, que exterminam os habitantes mágicos, fazendo com os que restaram se escondessem e alguns, no caso dos anões, se relacionarem amorosamente com humanos. Isso lembra muito o que aconteceu com nas colonizações do nosso universo. Por causa desta invasão, tanto os humanos como alguns dos seres mágicos deixaram de acreditar em Aslam e nos quatro reis, pois o sistema tenta encobrir a verdade, como acontece em ditaduras. E ainda há criaturas mágicas, como o anão Nikabrik, que apenas se importam com os de sua espécie, não ligando para os animais falantes, gigantes e outros. Isso reflete bastante os conflitos que há hoje entre minorias, que veem apenas a si mesmas como vítimas de toda a sociedade e que merecem mais que os outros. Este livro conseguiu pegar temas que até hoje são debatidos e mostra de uma maneira que crianças de nove a onze anos consigam entender. Ganhou um ponto.

             E novamente, como nos volumes anteriores, Príncipe Caspian também tem referências há outras histórias. Os três ursos barrigudos e os sete anões que aparecem por pouco tempo, parecem ter sido tirados dos contos Cachinhos Dourados e os três ursos e Branca de Neve e os sete anões, pelo menos com relação aos números. Há também a aparição de Baco e Sileno da mitologia greco-romana, que foram mencionados no segundo livro, e como nos mitos, eles causam confusão ao entrarem em cidades com suas festas e alguns moradores acabam se juntando a eles.

            Tenho uma dúvida que desde o volume dois não foi respondida. Se vocês leram O Sobrinho do Mago ou O Leão, a Feiticeira e o Guarda-roupa, já estão familiarizados com a diferença de tempo entre Nárnia e o nosso mundo. No segundo livro, passaram dias antes que Lúcia voltasse para o guarda-roupa. Isso não significa que deveria ter passado alguns anos ao invés de alguns dias? Isso nunca foi respondido. Nesse livro ainda, as crianças saíram adultas de Nárnia e voltaram a ser crianças no nosso mundo. Quando elas são transportadas de volta para Nárnia, não era para elas terem voltado como adultas?

            Este livro teve partes boas como a história de Caspian e a briga que ele teve com alguns de seus súditos, mas teve também outras meio chatas como a chegada dos irmãos em Nárnia e a enrolação deles perambulando pela ilha. Então, tenho reações mistas com relação a este volume. Mesmo assim, aconselharia não pularem ele, pois o próximo será bastante ligado a este. Por isto, esperem o sinal da trombeta. Ela os transportará a este mundo mágico cheio de seres que só aparecem em livros fantásticos.


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Dia frio

 


                                        Roteiro: Mariana Torres

                                        Desenho: Maya Flor