sexta-feira, 24 de maio de 2019

Exposição Monteiro Lobato na Biblioteca Nacional


         Está tendo uma exposição do autor Monteiro Lobato que vai até o dia 18 de julho, na Biblioteca Nacional. Tive o prazer de ir visitá-la. A primeira parte, que ocupa grande espaço no segundo andar, é dedicada aos desenhos do ilustrador Rui de Oliveira (tive o prazer de ir em uma palestra dele sobre ilustração na Biblioteca Machado de Assis). Não fazia ideia, mas foi ele quem fez os desenhos que virariam fantasias para a novela do Sítio do Picapau Amarelo de 1977.

                                        
                               

            Já no Salão de Obras Raras, o espaço era só para o Monteiro Lobato e seus livros e traduções. Também havia correspondências entre ele e, na época, sua futura esposa, a Purezinha, em que o escritor assinalava como Juca; também trocou cartas de trabalho com o escritor Lima Barreto, sendo Lobato o editor de seu livro Vida e Morte de M.J Gonzaga de Sá.
A exposição é simples e gratuita. Acho que vale a pena dar uma olhada para conhecer e visitar um dos nossos maiores patrimônios nacionais.



sexta-feira, 17 de maio de 2019

Ressaca


          - Doutor, eu não consigo. Eu tento voltar à minha rotina de antes, mas não consigo. Eu quero mais...

            - A senhora sabe que não pode. Isto está te impedido de continuar...

           - Mas isso me deu uma sensação tão boa... Me faz querer mais e eu não consigo voltar ao que era antes...

            - Isso tudo vai acabar, é só uma questão de tempo. Dê uma parada, saia de casa um pouco, que logo logo a senhora vai voltar a ler como ninguém...

           - Mas o livro que eu li é muito bom e acabou em um cliffhanger. Eu releio passagens que gostei esperando que traduzam a continuação, mas não estou me aguentando de ansiedade. Ando até procurando spoiler...

          - Não procure spoiler! Isso pode acabar com sua experiência quando o livro chegar. Tenha paciência... Isso vai acabar logo... Os sintomas da ressaca literária são passageiros. A senhora ainda teve sorte que foi um livro bom, porque se fosse um livro ruim, então sim seria mais demorada...

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Através do espelho...




          Os Noivos do Inverno é o primeiro volume de quatro livros da coleção chamada A Passa-Espelhos, sendo que o último livro ainda não foi lançado na França e está programado para sair no dia 28 de novembro. Foi escrito pela escritora Christelle Dabos, que ganhou o prêmio Grand Prix de L’Imaginaire com esse livro, e publicado aqui no Brasil pela editora Morro Branco.

            Ophélie é uma jovem desastrada que pode passar por espelhos. Na Arca (país) em que vive, lugares tem vida própria e ela adora visitar o prédio dos Arquivos, guardado por seu tio-avô. Mas terá que deixar tudo para trás quando descobre estar prometida para alguém do Polo, lugar frio e distante do lugar aonde cresceu.

            Antes de me dedicar à história do livro, devo comentar que a ilustração da capa me encantou. Parece uma arte vinda do Studio Ghibli. Dentro dele, também há um mapa da Cidade Celeste, onde Ophélie vai viver sua aventura no decorrer do livro, apontando cada lugar, o que ajuda na localização, e uma árvore genealógica, que os leitores devem ter certo cuidado, pois contém um pouco de spoilers. Uma pequena reclamação a ser feita é sobre a facilidade com que as letras da capa vão sumindo conforme são tocadas. O nome da autora quase desapareceu devido a eu ter colocado o meu dedo muitas vezes para ler o livro. Acho que deviam colocar algum tipo de material que resista mais. Mas como disse antes, não é nada demais, ainda mais quando se foca na beleza da capa.


         Pelo resumo, parece que seria uma história de amor em um universo mágico. Mas não é. Apesar de Ophélie e Thorn (o noivo) terem uma química interessante, podendo ou não desenvolver um romance no futuro, Ophélie não se apaixona por ele nesse livro, e conforme vai se desenvolvendo a trama, ela vai ficando com mais raiva de seu noivo. Pelo romance estar sob o ponto de vista de Ophélie, não sabemos o que Thorn e outros personagens realmente sentem, o que por um lado é bom, pois o leitor descobre segredos junto com a protagonista, mas por outro lado, nem tudo é desvendado nessa história, já que não acompanhamos os outros personagens.
Por falar nos personagens, Ophélie não é a típica protagonista desse tipo de história. Apesar da aparente fragilidade e do quão desastrada ela é deixando cair e quebrar tudo (e para ser sincera, uma característica que desgosto da personagem), ela resiste a tudo que lhe é imposto com firmeza, sem medo de vestir e falar o que quer nas horas em que acha apropriadas e não tem interesse nenhum pelo amor romântico. Thorn não é o típico rapaz bonito. Ele é sério e suas ações ao decorrer do livro farão o leitor querer saber o que ele realmente pensa. Berenilde (tia de Thorn) é outra que apesar da aparência bela e de sua cortesia, esconde raiva e tristeza e pode machucar os outros para conseguir o que quer, ao contrário de Roseline (tia de Ophélie), que apesar da aparência séria e orgulhosa, se preocupa com Ophélie e faz de tudo para protegê-la. O principal antagonista desse livro era alguém que não esperava e me fez ter um certo ódio dele por suas ações e como isso prejudicou a protagonista, a reação que a maioria dos antagonistas causam e isso não é algo de ruim. Os demais personagens secundários cumprem bem suas funções e até aqueles que não apareceram tanto tinham alguma característica que os distinguia dos demais.
O mundo que é construído nesse romance me atraiu. Cada Arca (país) tem um espírito familiar imortal que fundou as famílias e cujo os seus descendentes herdaram poderes. Por exemplo, em Anima, terra natal de Ophélie, o espírito familiar é Ártemis e seus descendentes herdaram o poder de, ao tocar em objetos, ver sua origem e os sentimentos das pessoas que tocaram nele antes. No caso da Arca de Polo, tem vários clãs com poderes diferentes herdados do mesmo espírito.
Concluo minha resenha dizendo que apesar de ter um começo lento, a metade para o final fica interessante e estou ansiosa para que traduzam o segundo volume aqui para o Brasil. Descobri que a autora tem um blog*, onde posta novidades sobre suas histórias. Infelizmente está em francês, mas nada que um Google Tradutor não possa resolver. Passe através do espelho e veja pelos olhos de Ophélie o perigo que é morar na Cidade Celeste.




*http://www.passe-miroir.com/

sexta-feira, 3 de maio de 2019

A Cigarra e a Formiga (Final Alternativo)


              Era uma vez uma cigarra, que vivia na moleza, apenas se divertindo e cantando para todos os insetos que passavam por ela. Enquanto isso, a formiga só trabalhava. O inverno estava se aproximando e era melhor se precaver.

            O inverno chegou. A cigarra, desesperada, vai até a casa da formiga pedir abrigo. A formiga permite que ela fique. Mas no dia seguinte, a formiga descobre que a cigarra comeu toda a comida que havia guardado para o inverno inteiro.



Moral: Do que adianta você guardar sua comida favorita se o companheiro que vive com você vai lá e come sem pedir? (Mensagem dirigida para certas pessoas com quem convivo).

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Roda de conversa no Colégio Angelorum



Nesta segunda, dia 15 de abril, eu e minha irmã Luísa (Maya Flor) participamos de uma roda de conversa na Feira Literária do Colégio Angelorum, na Glória. Foi uma experiência nova. Fiquei muito nervosa na hora de falar, mas acho que deu tudo certo. Teve sorteio de livros e acredito que os alunos tenham gostado. Espero que tenhamos mais eventos como esse no futuro.

E mais uma novidade, lançamos um novo livro: O Peixe-Lula.


Interessados? É só me contatar pelos comentários 😊.






sexta-feira, 29 de março de 2019

Urupês resenha




          Monteiro Lobato é conhecido por suas obras infantis, principalmente as relacionadas ao Sítio do Picapau Amarelo, como Reinações de Narizinho e Caçadas de Pedrinho. Mas ele também escreveu contos para adultos. O livro Urupês é uma coletânea desses contos. Aproveitando que os livros de Monteiro Lobato passaram a ser de domínio público este ano, vou analisar um por um e ver se suas histórias para adultos são tão boas quanto as do público infantil.
Os faroleiros – Ao avistar um farol, um dos marinheiros lembra da tragédia que presenciou durante sua estadia em tal construção, envolvendo um faroleiro que lá trabalhou desde os vinte e três anos. Outro insiste para que ele conte, e é o que ele faz. Não sei o porquê, mas ao ouvir a palavra tragédia relacionada a um farol, pensei logo que haveria algo de sobrenatural envolvido. Mas não, o conto se mantém realista e não é exagerado como uma história de pescador.
O engraçado arrependido – Francisco Teixeira de Souza Pontes é conhecido pelo seu senso de humor. Mas o que acontece quando um homem cômico que nem ele quer ser levado a sério? Este conto me fez pensar naqueles atores cômicos que decidem fazer filmes mais sérios. Esta história é uma versão exagerada e trágica do que acontece quando esse tipo de pessoa falha.
A colcha de retalhos – O narrador visita uma família pobre que mora na roça e está tendo dificuldades financeiras devido ao pouco desenvolvimento de suas plantações. A família é composta pelo pai, que se esforça em seu trabalho na roça, mãe, que fica doente a cada dia, filha que é encabulada e só saiu de casa no dia em que foi batizada, e avó, que anda bem de saúde e adora a neta, fazendo uma colcha de retalhos com pecinhas antigas de roupas para a adolescente. Como é de se esperar em histórias assim, a situação foi de mal a pior. Tive pena da avó. Duas passagens me fizeram lembrar do Sítio do Picapau Amarelo: quando a avó fala que a neta “andava pela casa armando reinações...” (Reinações de Narizinho) e quando a neta pedia para ela contar a história da Gata Borralheira (as crianças do sítio adoravam histórias e já encontraram os personagens pessoalmente). Porém, esse conto foi publicado pela primeira vez em 1915 enquanto o primeiro livro do sítio, Reinações de Narizinho, foi lançado em 1931, dezesseis anos depois.
A vingança da peroba – Nunes tem uma rivalidade com o seu vizinho, Porunga, desde que o último matou e comeu sua paca. Nunes também invejava muito o vizinho e queria provar ser melhor. Ao conseguir ter uma boa plantação de milho, decidiu construir um monjolo, objeto que mói o milho com água, contratando um homem que não é muito bom no serviço. E as coisas se tornam ruins. Sinceramente, não me simpatizei nem um pouco com o personagem, por isso, ver ele se dando mal não me afetou, apesar da tragédia no final.
Um suplício moderno – Biriba é um estafeta (carteiro) que começou bem graças ao coronel Fidêncio, que disputa um cargo político. Mas a vida de Biriba começa a se degradar. Finalmente um conto com final feliz.
Meu conto de Maupassant – Em um trem, um homem narra um caso de assassinato. Conto curto e simples.
“Pollice verso” – Desde pequeno, o pai de Inacinho acreditava que um dia ia ser médico por ter o costume de dissecar animais. E foi o que ele se tornou, mas não é um médico em que os colegas confiavam. Já pelo histórico de infância do personagem, identifiquei que ele seria mal caráter. Conto previsível, mas interessante.
Bucólica – Cada casa do local discute como uma menina morreu. Conto meio confuso.
O mata-pau – Um capataz define para o narrador o que é a árvore mata-pau, uma planta que começa pequena, mas parasita uma outra árvore, e quando cresce, ultrapassa o tamanho da outra e mata a original. Então, eles passam pelo sítio abandonado de Eslebão do Queixo d’Anta e o capataz conta a história deste. Como o próprio narrador conclui, a natureza do mata-pau está relacionada com a vida de Eslebão. Gosto desse tipo de paralelo.
Bocatorta – O major possui um escravo chamado Bocatorta, de uma aparência horrenda. Quando seu futuro genro chega com ele em sua cidade, há a notícia de um ser que anda desenterrando o corpo de moças. Conto interessante, mas que me deixou um pouco irritada. Por que os autores de antigamente tinham a mania de matar mulheres por uma febre que vem do nada? Isso pode dar um ar de mistério que envolve misticismo, mas as histórias desse livro têm sido tão realistas que não acredito nisso.  O conto faz referência ao Corcunda de Notre Dame. Não sei se foi proposital ou não, mas o nome da noiva, Cristina, me faz lembrar do nome da protagonista de O Fantasma da Ópera, Christine, que também teve um elo com um “monstro” e o lançamento desse livro é anterior ao do conto. Também houve passagens que me lembraram do "Sítio do Picapau Amarelo", como a menção da Cuca e de uma leitoa “rabicó”.
O comprador de fazendas – Moreira, que se considera sem sorte por sua terra não dá muitos frutos, decide vendê-la. Demorou, mas veio um comprador, que via na fazenda algo estupendo. Bem, se os outros contos (com exceção de um) não tiveram um final “feliz”, por que esperar que esse também o tenha? Porém, o final te dá uma ironia que pode ser considerada cômica, de forma um pouco trágica.
O estigma – Em uma viagem, Bruno encontra seu velho amigo Fausto, que se vê dono da fazenda Paraíso, morando com os filhos, uma prima na adolescência chamada Laura e a esposa, que pela expressão em sua face, indica que não é uma boa pessoa. Vinte anos depois, Bruno reencontra Fausto, que conta a tragédia ocorrida em ao decorrer desses anos. Esse conto consegue ser previsível na tragédia, mas imprevisível do jeito como o mistério é solucionado.
Velha praga – O narrador reclama da maior praga, responsável por causar queimadas na mata: o caboclo. Sinceramente, senti que isso era mais uma crítica exemplificada do que um conto crítico. Foi o conto mais sem graça que li em toda essa coletânea.
Urupês – O conto descreve o personagem Jeca Tatu, um caboclo roceiro de vida e pensamento simples. A história que mais esperava ler, pois Jeca Tatu, assim como os personagens do Sítio, é um dos mais icônicos das criações de Lobato. E de fato, o jeito que ele descreve o personagem me faz querer uma história com ele. Mas o conto em si não entrega isso. Ele dá pequenos acontecimentos para conhecermos o personagem, porém nada mais que isso. Este conto foi vítima de minhas expectativas altas e me decepcionou muito. Velha Praga foi o conto que menos gostei, mas Urupês fica logo em segundo ou terceiro. Dez anos depois, Monteiro Lobato lança o livro infantil Jeca Tatuzinho, inspirado no personagem, que ensina as crianças a terem mais higiene. Em 1959, Amácio Mazzaropi finalmente pega o personagem e utiliza em seu filme Jeca Tatu. Não é um dos filmes mais originais do mundo, mas finalmente vi o personagem inserido em uma história, além do filme ser um marco no cinema nacional. Uma curiosidade: urupê é um tipo de cogumelo e a figura de Jeca Tatu é relacionada a ele no final.
            A maioria dos contos trata de personagens que vivem na área rural, ou seja, regionalista. Por serem de uma outra época e local, tive dificuldade com algumas expressões. Mesmo com rodapés explicativos, tive dificuldade nos primeiros contos. Concidentemente ou não, pelo menos em três contos, aparece um cachorro chamado Brinquinho. Fico pensando se o autor tinha um cachorro com esse nome para usá-lo várias vezes.
            Como é tradicional da literatura regionalista, os contos transmitem alguma crítica e acabam em sua maioria das vezes com um final triste. Muitas pessoas acham isso interessante, pois o final feliz é usado na maioria das histórias e é considerado um clichê e o final triste é mais realista. Mas discordo disso, pois o final “infeliz” também é um clichê pois na grande maioria da literatura regionalista e realista acaba em desgraça. O realismo não é realista. É pessimista. A vida tem altos e baixos e as histórias realistas insistem em finalizar de forma pessimista que nem sempre ocorre. É sempre bom ter um fiozinho de esperança de que as coisas podem melhorar.
            Analisando o livro como objeto, não gostei da capa. Entendo que o autor seja famoso e que colocar o nome dele em letra grande seja uma jogada para chamar a atenção, mas o título do livro podia ser maior do que é. Além disso, a capa é sem graça, não possuindo nenhuma imagem que chame sua atenção, colocando em letras grandes o nome de textos de Lobato que nem aparecem nessa coletânea.
            Por esse livro, vejo que Monteiro Lobato tinha capacidade tanto para o imaginário divertido da literatura infantil quanto para a realidade crítica da literatura adulta. Aconselho a ler tendo em mente a cultura da época.


sexta-feira, 8 de março de 2019

Dragões que contam histórias



            A Caçadora de Dragões é o primeiro livro da trilogia Iskari escrito por Kristen Ciccarelli. No momento em que posto esta resenha, ainda não foi lançado o segundo livro em português, apenas em inglês. Este é um livro High Fantasy, ou seja, que se passa em uma terra completamente imaginada. O Low Fantasy possui os elementos fantásticos dentro do mundo realista, como Harry Potter.
            Asha cometeu um crime terrível aos dez anos: contar histórias, que atraem perigosos dragões. Isso ocasionou a morte de várias pessoas. Sendo filha do rei, foi poupada, mas teria que caçar essas criaturas como meio de se redimir, inclusive o primeiro e mais forte dragão, Kozu.
            A premissa me atraiu. Dragões que são atraídos por histórias é algo novo em sua mitologia, que no ocidente é visto como seres poderosos e ferozes, enquanto no oriente, apesar da força, são vistos como entidades possuidoras de grande conhecimento. Nesse romance, eles são apresentados como uma mistura dos dois. Mas me decepcionei um pouco pois esperava que eles falassem. Porém, eles transmitem suas histórias através de algo que lembra telepatia. E só fazem isso para contar histórias e não para conversarem. Queria também que essa relação entre o humano e o dragão de contar histórias um para o outro fosse mais explorada no livro, que foi algo bem rápido, focando mais na revolta e no romance.
            Algo que também me atraiu enquanto fui lendo foi o romance. Faz um tempo que não leio algo que envolva duas pessoas se apaixonarem e senti falta disso. No geral, foi uma história rápida. E não rápida por causa de seus capítulos curtos, mas no sentido de que as coisas estavam andando depressa demais. Talvez seja pelo livro se centrar no ponto de vista de Asha.
            Tive uma reação mista. O livro me deixava ansiosa para ler o próximo capítulo, mas como uma leitora com certa experiência, esperava que essa briga entre os draksors e os dragões não era o que parecia e que havia algo como “a história é contada apenas pelos vencedores”, e que o lado dos perdedores tinha uma outra versão. SPOILER: estava certa. Algo que acho que a autora cometeu um pequeno deslize foi quando o Antigo, o mais poderoso dos deuses do povo de Asha, mandou um presente específico e mandou que a garota tomasse conta, senão receberia uma punição. Ela sem querer não conseguiu tomar conta e não recebeu nenhuma punição, algo que achei incoerente, pois ele a puniu anteriormente quando esta o desobedeceu.
            Quanto ao livro como objeto, a capa apresenta um dragão branco com uma espada perfurando o coração, que é o símbolo da família real de Asha, e um dragão negro que representa Kozu, a fonte de histórias. Esses desenhos dialogam bem com o livro. Na orelha detrás do livro, veio um marcador para recortar, e pra variar, cortei muito mal. Mas gostei da ideia.
            Não sei se vou ler a continuação se sair aqui no Brasil. Apesar do livro dar a entender que os personagens enfrentarão mais perigos em sua jornada, a trama tem um final fechado. O romance é curto e fácil de ler. Para quem deseja lê-lo, escute com atenção o que ele tem a lhe contar.