sexta-feira, 28 de agosto de 2020
sábado, 22 de agosto de 2020
Recomendações para o Dia do Folclore
Como vivo dizendo em
minhas resenhas, gosto bastante de mitologia. Mas alguém aqui conhece algo da
nossa mitologia? Além dos Sacis, Cucas e Curupiras, existe algum outro mito?
Para esse dia do folclore nacional, aqui estão minhas recomendações:
Você gosta das criaturas
mágicas do universo de Harry Potter? Então é bom conhecer O Guia das
Criaturas Mágicas: desbravando terras brasileiras. Escrito e ilustrado por
Thaís Câmara, a autora cria e recria seres mágicos baseados na nossa fauna e
folclore. O meu favorito foi a Kunhã Bebé.
Mboi Tu’i e outros contos,
escrito por Renan Cardozo, são histórias de terror, bem no estilo H.P.
Lovecraft, que muitas vezes se intercalam umas com as outras. Numa delas,
aparece o Mboi Tu’i, ser da mitologia guarani. Para mais detalhes, o livro já
possui uma resenha neste blog. Link: http://ponteparaoimaginario.blogspot.com/2017/09/misterio-e-terror-brasileiros.html
Apesar do mito do
lobisomem já ser bastante conhecido tanto aqui quanto no mundo, À Sombra da
Lua de Marcos DeBrito adapta bem como a lenda se passaria em uma cidade
rural em uma época que ainda não existia televisão. Este blog também possui sua
resenha. Link: http://ponteparaoimaginario.blogspot.com/2018/03/o-lobisomem-brasileiro.html
Boas Leituras!!!
sexta-feira, 14 de agosto de 2020
sexta-feira, 7 de agosto de 2020
sexta-feira, 31 de julho de 2020
Cursed: A releitura da Lenda do Lago
Como a série baseada
neste livro acabou de estrear na Netflix, decidi logo fazer esta resenha. Cursed:
A Lenda do Lago foi escrita pelo americano Thomas Wheeler e ilustrada por
Frank Miller, sendo este último um quadrinista bastante conhecido e o seu quadrinho
mais famoso é a série do Batman, O Cavaleiro das Trevas.
A jovem Nimue planeja fugir de sua terra devido às
estranhas possessões que sofre dos Ocultos, espíritos da natureza, o que faz
com que seu povo a trate mal. Mas o que ela fará quando esses mesmos espíritos
a escolhem para ser o próximo Conjurador na cerimônia de sucessão?
Este livro é uma releitura das lendas arthurianas, que
infelizmente tenho pouco conhecimento. O único filme que assisti que é baseado
nessas histórias é A Espada é a Lei da Disney, que conhecendo a
companhia, acredito que tenha modificado bastante o filme para atrair o público
infantil. Então, analisarei o livro por si só.
Apesar de Nimue ser a protagonista do livro, a história é
composta de vários pontos de vista como os de Merlim, rei Uther, padre Cardem e
outros, dando o romance todos os lados possíveis da guerra que está sendo
travada. Infelizmente, alguns círculos são mais bem desenvolvidos e
interessantes que outros.
Quando peguei este livro, já imaginei que teria magia,
pois Merlin é um dos magos mais conhecidos da mídia, mesmo para aqueles que não
tenham tido contato com a lenda do Rei Arthur. Mas não imaginava que teria a
aparição de feéricos neste romance. E assim como na trilogia de Corte de
Espinhos e Rosas, lidamos com a rivalidade entre humanos e seres mágicos.
Só que os feéricos daqui não são tão poderosos quanto os dos livros da Sarah J.
Maas, o que me deixa mais feliz, pois dá um pouco mais de igualdade de forças. Apesar
da Igreja conseguir exterminar grande parte desses seres, isso só acontece devido
ao ataque surpresa. Numa batalha mais justa, suas forças são mais equivalentes,
ganhando aquele que possuir mais habilidade ou uma arma melhor.
A grande parte dos personagens é genérica. Com exceção do
rei Uther, sua mãe Lunette e Merlin, nenhum outro personagem me chamou a
atenção. Nimue é a típica garota cabeça-dura que o povo detesta e teme, mas que
dá a volta por cima e se torna uma guerreira respeitada por todos. Arthur,
apesar de ser um mercenário bem treinado, aparece mais no livro para ser o
interesse romântico de Nimue. Morgana está lá apenas para ser a amiga de Nimue
e falar mal do irmão. O Monge Choroso podia ter sido desenvolvido melhor. Há
mais personagens, porém apenas um em específico, que não direi o seu nome, cuja
existência é desnecessária e sua função podia ser dada a outro personagem mais
importante, pois teve muito pouco desenvolvimento e aparição no livro comparado
a outros. Não direi o porquê gostei dos personagens de cima. Se fizer isso,
entraria na zona de spoilers. O que posso dizer é que a história que envolve
Uther e a relação com sua mãe Lunette é interessante e teve um bom desfecho.
Enquanto Merlin tem uma personalidade de malandro, que me atraí. Ele só fica
mais sem graça quando encontra com Nimue.
Quanto às ilustrações, tenho que confessar que não sou
muito fã do estilo de Frank Miller. Mas seu desenho combina com a guerra
sanguinária que ocorre no decorrer do livro.
De um modo geral, não achei o romance nem bom nem ruim.
Terminou de um jeito que dá base para uma continuação. Não sei se terá uma sequência,
mas se tiver, não devo ler pois a história não me deu ânimo o bastante para saber
o que acontece depois. Por outro lado, este livro me deixou curiosa para ler
algo relacionado ao seu material de origem, que são as lendas arthurianas, só
para saber o que foi modificado. Quem sabe eu leia algo sobre elas um dia.











