sábado, 22 de agosto de 2020

Recomendações para o Dia do Folclore

 

            Como vivo dizendo em minhas resenhas, gosto bastante de mitologia. Mas alguém aqui conhece algo da nossa mitologia? Além dos Sacis, Cucas e Curupiras, existe algum outro mito? Para esse dia do folclore nacional, aqui estão minhas recomendações:



            Lendas da Chiaroscuro studios é uma compilação de vários de nossos mitos, ilustrado por diversos artistas.


            Você gosta das criaturas mágicas do universo de Harry Potter? Então é bom conhecer O Guia das Criaturas Mágicas: desbravando terras brasileiras. Escrito e ilustrado por Thaís Câmara, a autora cria e recria seres mágicos baseados na nossa fauna e folclore. O meu favorito foi a Kunhã Bebé.



            Mboi Tu’i e outros contos, escrito por Renan Cardozo, são histórias de terror, bem no estilo H.P. Lovecraft, que muitas vezes se intercalam umas com as outras. Numa delas, aparece o Mboi Tu’i, ser da mitologia guarani. Para mais detalhes, o livro já possui uma resenha neste blog. Link: http://ponteparaoimaginario.blogspot.com/2017/09/misterio-e-terror-brasileiros.html



            Apesar do mito do lobisomem já ser bastante conhecido tanto aqui quanto no mundo, À Sombra da Lua de Marcos DeBrito adapta bem como a lenda se passaria em uma cidade rural em uma época que ainda não existia televisão. Este blog também possui sua resenha. Link: http://ponteparaoimaginario.blogspot.com/2018/03/o-lobisomem-brasileiro.html

 

 

Boas Leituras!!!

Feliz Dia do Folclore

 

        Roteiro: Mariana Torres

        Desenho: Maya Flor

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Cursed: A releitura da Lenda do Lago



         Como a série baseada neste livro acabou de estrear na Netflix, decidi logo fazer esta resenha. Cursed: A Lenda do Lago foi escrita pelo americano Thomas Wheeler e ilustrada por Frank Miller, sendo este último um quadrinista bastante conhecido e o seu quadrinho mais famoso é a série do Batman, O Cavaleiro das Trevas.

            A jovem Nimue planeja fugir de sua terra devido às estranhas possessões que sofre dos Ocultos, espíritos da natureza, o que faz com que seu povo a trate mal. Mas o que ela fará quando esses mesmos espíritos a escolhem para ser o próximo Conjurador na cerimônia de sucessão?

            Este livro é uma releitura das lendas arthurianas, que infelizmente tenho pouco conhecimento. O único filme que assisti que é baseado nessas histórias é A Espada é a Lei da Disney, que conhecendo a companhia, acredito que tenha modificado bastante o filme para atrair o público infantil. Então, analisarei o livro por si só.

            Apesar de Nimue ser a protagonista do livro, a história é composta de vários pontos de vista como os de Merlim, rei Uther, padre Cardem e outros, dando o romance todos os lados possíveis da guerra que está sendo travada. Infelizmente, alguns círculos são mais bem desenvolvidos e interessantes que outros.

            Quando peguei este livro, já imaginei que teria magia, pois Merlin é um dos magos mais conhecidos da mídia, mesmo para aqueles que não tenham tido contato com a lenda do Rei Arthur. Mas não imaginava que teria a aparição de feéricos neste romance. E assim como na trilogia de Corte de Espinhos e Rosas, lidamos com a rivalidade entre humanos e seres mágicos. Só que os feéricos daqui não são tão poderosos quanto os dos livros da Sarah J. Maas, o que me deixa mais feliz, pois dá um pouco mais de igualdade de forças. Apesar da Igreja conseguir exterminar grande parte desses seres, isso só acontece devido ao ataque surpresa. Numa batalha mais justa, suas forças são mais equivalentes, ganhando aquele que possuir mais habilidade ou uma arma melhor.

            A grande parte dos personagens é genérica. Com exceção do rei Uther, sua mãe Lunette e Merlin, nenhum outro personagem me chamou a atenção. Nimue é a típica garota cabeça-dura que o povo detesta e teme, mas que dá a volta por cima e se torna uma guerreira respeitada por todos. Arthur, apesar de ser um mercenário bem treinado, aparece mais no livro para ser o interesse romântico de Nimue. Morgana está lá apenas para ser a amiga de Nimue e falar mal do irmão. O Monge Choroso podia ter sido desenvolvido melhor. Há mais personagens, porém apenas um em específico, que não direi o seu nome, cuja existência é desnecessária e sua função podia ser dada a outro personagem mais importante, pois teve muito pouco desenvolvimento e aparição no livro comparado a outros. Não direi o porquê gostei dos personagens de cima. Se fizer isso, entraria na zona de spoilers. O que posso dizer é que a história que envolve Uther e a relação com sua mãe Lunette é interessante e teve um bom desfecho. Enquanto Merlin tem uma personalidade de malandro, que me atraí. Ele só fica mais sem graça quando encontra com Nimue.

            Quanto às ilustrações, tenho que confessar que não sou muito fã do estilo de Frank Miller. Mas seu desenho combina com a guerra sanguinária que ocorre no decorrer do livro.

            De um modo geral, não achei o romance nem bom nem ruim. Terminou de um jeito que dá base para uma continuação. Não sei se terá uma sequência, mas se tiver, não devo ler pois a história não me deu ânimo o bastante para saber o que acontece depois. Por outro lado, este livro me deixou curiosa para ler algo relacionado ao seu material de origem, que são as lendas arthurianas, só para saber o que foi modificado. Quem sabe eu leia algo sobre elas um dia.