sexta-feira, 18 de setembro de 2026
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
Fadas: Histórias de Seres Encantados
Vocês sabem onde vivem as
fadas? Quais são suas espécies? Que tipo de atividades gostam de fazer? Este
livro irá te responder grande parte dessas perguntas. Fadas: Histórias de
Seres Encantados foi publicado em 1978. Seus autores, que também foram responsáveis
pelas ilustrações da obra, são Brian Froud, que fez as artes conceituais dos
filmes O Cristal Encantado e o Labirinto, e Alan Lee, que
ilustrou vários livros do Senhor dos Anéis.
Este livro não conta uma história específica. Ele
descreve sobre o mundo dos encantados (seres mágicos) e suas características,
como por exemplo, o quanto o tempo se passa mais devagar no mundo das fadas em
relação ao nosso e que comer algo delas pode te tornar um escravo, proibido
de retornar ao mundo humano. No caso das espécies, o foco é nas lendas
europeias, mas percebi que a variedade em suas aparências pode se aplicar a
seres do folclore brasileiro, como o fato das criaturas sempre possuírem alguma anomalia física, como membranas entre os dedos, cascos de bode, orelhas
pontudas, rabo de vaca e pés virados para trás, o que me fez lembrar o Curupira.
Além disso, os encantados são relacionados à natureza e sua imprevisibilidade,
sendo vários deles travessos, como o Saci, ou atraindo humanos com sua beleza e
encanto, como a Iara.
Apesar de não ter uma narrativa específica, o livro possui
várias histórias que complementam as descrições dos seres mágicos. Vou destacar
as que me chamaram a atenção: a primeira é A lenda de Knockgrafton,
que me fez lembrar do conto Os dois papudos do livro Lendas e Fábulas do Brasil*; a segunda é a lenda do homem que se casou com uma
gwragedd annwn (uma fada da água galesa), mas que ela iria embora se ele a
agredisse três vezes sem motivo. Essa história mostra que seres encantados tem
uma interpretação diferente do que é “agressão”; e a história de uma parteira
que sem querer desfez o glamour (ilusão que os encantados fazem para nos
enganar) ao ungir os olhos do bebê com uma pomada encantada e sem querer, coçar
a pomada em seu olho. A história também contém relatos de pessoas que realmente
existiram e tiveram um encontro com os encantados.
Gostei do livro e acho que pode ser usado como base para
várias histórias envolvendo fadas e outros seres fantásticos, não só pela
informação que ele traz, tendo os autores feito uma grande pesquisa ao material
de referência original e à descrição do folclore, mas também pelas ilustrações,
que são muito bonitas. Por isso, recomendo a sua leitura. Leia com calma,
próximo a uma colina e floresta. Só não entre em nenhum círculo de cogumelos.
*Link para a resenha Lendas e Fábulas do Brasil: Ponte
para o Imaginário: Lendas e Fábulas do Brasil
sexta-feira, 4 de setembro de 2026
A Bela Adormecida Americana
No momento em que estou
fazendo esta resenha, estou lendo o livro Fadas: Histórias de Seres
Encantados. E este livro mencionou um conto clássico da literatura
americana chamado Rip Van Winkle, escrito em 1819 por Washington Irving,
também autor de A lenda do Cavaleiro sem cabeça*. Então, por curiosidade, decidi conhecer este
conto. Será que é bom? Vamos descobrir.
No pé das montanhas de Catskill, havia um vilarejo de
colonos holandeses onde um homem chamado Rip Van Winkle vivia. Ele era um homem
bom e adorado por todos, mas era péssimo em fazer trabalhos que envolviam ganho
próprio. Conseguia ajudar aos outros, mas nunca a si mesmo e a sua família. Para
fugir de sua esposa reclamona, ele andou até chegar às partes mais altas das
montanhas, onde viu um bosque selvagem. Quando ia embora, ele foi chamado por
um homem baixo de aparência estranha, que precisava de sua assistência. Após ajudá-lo a carregar um barril, Rip presencia vários homens, peculiares igual ao seu guia, jogando. Ele aproveitou a
distração das criaturas e bebeu a bebida deles. Depois de vários goles, ficou
com sono e dormiu...
O livro Fadas: Histórias de Seres Encantados diz
que devemos tomar cuidado com o tempo que passamos no mundo mágico, pois ele se
move mais lentamente que o mundo dos humanos. Rip Van Winkle é um
exemplo deste acontecimento. A premissa tinha grande potencial, mas devido a
simplicidade da história, não houve muito desenvolvimento. O personagem aceita
rápido a sua condição após descoberta e não deixa de ser preguiçoso, ele até
comemora a morte da esposa, pois assim ele não receberia mais bronca dela.
Esperava
mais dessa história, porém, foi bom conhecê-la, pois ela já foi referenciada
em várias obras, inclusive num episódio da Turma da Mônica**. Por isso,
recomendo sua leitura. E nunca beba algo vindo de um ser mágico.
*Link para a resenha de A
lenda do Cavaleiro sem cabeça: Ponte
para o Imaginário: Não perca a cabeça
**Link para o episódio da
Turma da Mônica: E assim se passaram 30 anos
| Turma da Mônica


